O Farol

O farol. Ele está lá, apenas existe. Parado, em silêncio, centrado, quieto, imponente. Impossível passar desapercebido.

O farol é o símbolo do posicionamento. Sua missão é apenas ser uma referência para quem passa. Servir de marco para quem o vê: quanto estou perto ou longe, qual o ângulo. Qual meu tamanho versus o dele.

E por ele tudo passa. As pessoas, em carros, a pé, de barco. Talvez até de avião.

Acho que às vezes as pessoas também são vistas como um farol. Todos têm um posicionamento. Quando vemos algo e lembramos de alguém, aquela pessoa deixou seu posicionamento na gente, seja bom ou ruim. Assim como uma marca, um sabor, um cheiro, uma sensação, uma experiência.

Que farol somos para as pessoas ao nosso redor? Já que não passamos desapercebidos.

Farol de Santa Marta
Farol de Santa Marta, Jaguaruna, SC, Brasil. 18/02/2018.
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Cores

Se enxergássemos em preto e branco seríamos menos preconceituosos? Recebemos o dom de ver as cores e fazemos o que com isso? Pense nisso…

O zangão

A sacada do meu apartamento é de vidro e tem duas partes. A de cima com janelas de correr e a de baixo com vidros fixos. Outro dia entrou um zangão pela janela da sacada enquanto eu limpava o apartamento.

Ele caiu no chão e após se debater contra os vidros da parte de baixo para tentar sair, o zangão estava exausto. Me afastei dali e ele descansou. Tentou novamente e, sem sucesso, voltou a descansar.

Enquanto ele estava ali parado, coloquei um pires com água e um pouco de açúcar perto dele para tentar dar um pouco de energia ao pobre animal. Vi que ele não se mexeu e pinguei umas gotas perto de onde ele estava. Nada.

Pela terceira vez ele investiu novamente contra as janelas e nada. Foi daí que venci o medo e tentei ajudar de outra forma. Lentamente coloquei a raquete “mata-moscas” desligada por baixo dele e esperei que ele subisse nela.

Ele subiu nela e pude empurrar ele para fora da janela. Foi daí que ele conseguiu ir embora.

Eu resolvi contar essa história por que acredito que na vida da gente isso também acontece. Às vezes entramos por um caminho errado, ficamos nos debatendo e, sem ver direito o todo,  ficamos tentando uma solução até perdermos as energias.

E quando algo que não conseguimos ver tenta nos dar alternativas para sair dessa situação, continuamos cegos até não conseguir mais resolver com as próprias forças. Mas eu acredito que há algo bem maior, algo que não podemos ver ou sentir que no momento de desespero, se merecemos, nos mostra a saída.

Acho que essa é uma grande conclusão de um pequeno momento. Acreditar que há uma saída. Estar aberto e aceitar ajuda quando for necessário, mesmo sem saber de onde ela vem. A vida é uma coisa muito poderosa e por mais ameaçador que seja o ser, ele sempre será ajudado.

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Foto extraída do Google Images

 

 

 

 

Robin Hood tupiniquim

A reportagem do Fantástico sobre o roubo descarado de celulares expõe uma realidade sórdida. Algumas pessoas menos favorecidas acham que têm o direito de roubar as pessoas que possuem uma condição melhor. Como se aquele que está melhor não se matou para conseguir alcançar aquela condição, ou seus antepassados, ou pais. Nada disso é novidade. Mas essa normalidade aliada a uma impunidade e falta de educação/cultura em larga escala explica a crise de segurança, que acaba por ser uma bola de neve. Boa para quem vive do mercado da insegurança. Péssima para a sociedade, que está sempre tensa e a mercê do próximo roubo.

Gestão do lar #02

A logística das roupas é um ciclo sem fim. Existe um processo: lava, seca, passa, usa, tulha, lava, seca, passa… E assim vai. Em paralelo existe o ciclo das roupas de cama, mais lento que tem que sincronizar com o das roupas. Pois só tem espaço no varal quando não tem roupas. E o pior: o ciclo dos panos de limpeza. Os panos são para limpar! Não deveriam precisar ser lavados. Colocar na máquina? Eca. Só se for bem depois das roupas e aí tem que lavar a máquina. Que coisa…

Gestão do lar #01

Para quem mora sozinho uma das coisas mais incômodas é a gestão do estoque dos perecíveis. Esses dias comprei uma alface crespa grande. Imediatamente, guardei na geladeira e ela murchou. No segundo dia não comi e coloquei num pote com água. Ela reviveu. Nos outros dois dias, ela começou a se desfazer. Hoje, salvei as poucas folhas que sobraram e foi para a conta. Mas pensa… Assim foi com o alcatra, que congelei, comi dois bifes e os outros três ficaram mais de uma semana na geladeira? O que aconteceu? As bactérias tomaram conta. Frios, idem. Comprar a menos? Aí falta. Hoje descobri que a geladeira estava no máximo. Queimando tudo de tão frio.

Eleições 2018 – candidatos

Como prometi, não vou encher a timeline de ninguém. Mas não vou deixar de registrar para as próximas gerações os meus pensamentos.
A coisa está tão feia que não faz diferença se haverá fraude nas urnas. De minha parte, irei no Amoedo, do Partido NOVO – 30, pois é no que acredito.

Somos todos culpados

A lama parece não ter fim. Nesses momentos nos questionamos desde quando, se é culpa do modelo, das pessoas, da história… Enfim. A Lava Jato, se conseguir, espero, deverá alcançar os principais corruptos e corruptores “ativos”. Mas será que tudo o que está ocorrendo não é consequência de décadas de omissão? Se sim, estamos sendo penalizados mesmo sem sermos presos. Então está tudo certo.