Geração A

Crianças nascidas a partir de 2010, deveriam ser classificadas como a “Geração A”. Em 2010 foi inventado o Ipad e os pais encontraram sua paz neste equipamento.

Porém, a intensidade de estímulos e o imediatismo, além do controle sem limites que o aparelho permite ao indivíduo, tornam essas crianças inquietas, ansiosas e com déficit de atenção e concentração.

Se uma criança passa gritando (nos supermercados, shoppings, parques etc) por ser contrariada ou por não ter aquilo que deseja no momento que deseja, com pais que não sabem educá-las, pode ter certeza: essas se enquadram nessa classificação.

Depois das Gerações X, Y e Z, devemos recomeçar a contagem do A. De Geração Ansiedade.

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Mensagem: a responsabilidade é do emissor, sim.

Anos após estudar a Teoria da Comunicação e, muitas experiências (boas e ruins) de vida profissional e pessoal sobre o assunto, me foi colocada a questão: o entendimento da mensagem é responsabilidade de quem? Fui buscar na base e continuo cético de que a responsabilidade é, sim, do emissor. Não vou entrar aqui nos elementos teóricos de contexto, feedback etc.

Evoluímos tecnologicamente com o advento das tecnologias da informação e comunicação, como telefones, SMS, internet, e-mail, web, redes sociais, Apps, etc. e continuamos carentes de entender o básico. Assim, apesar da frase de que para “bom entendedor meia palavra basta”, se houve algum problema de entendimento no que foi dito, a responsabilidade do problema de comunicação começa sim, com a escolha das palavras usadas pelo emissor. Se o mesmo usou o código errado para formar sua mensagem, sim, a culpa é dele.

Somente após usar as palavras corretas é que podemos atribuir aos demais fatores, incluindo o canal, o contexto, ou mesmo a psiquê do receptor.

MARÍN, A. L.; GARCIA GALERA, C. e RUIZ SAN ROMÁN, J. A. (1999) – Sociología de la Comunicación. Madrid: Trotta.

Existem modelos lineares da comunicação e modelos circulares. Nos modelos lineares, a eficácia da comunicação é colocada toda sob a responsabilidade do emissor; nos modelos circulares, que contemplam o feedback, a eficácia da comunicação assenta na compreensão entre emissor e receptor, de que o emissor se deve assegurar (Marin et al., 1999: 75)

Luhmann, N., (2006) A improbabilidade da comunicação, Lisboa: Edições Vega

O problema da comunicação é decomposto por Luhmann em três improbabilidades. A primeira delas é a improbabilidade de “alguém compreenda o que o outro quer dizer” e é motivada pelo isolamento e a individualização da consciência de cada indivíduo, –  fruto da auto-referência do seu sistema psíquico – e depende do contexto (do meio) que por sua vez está circunstanciado pela memória de cada um (Luhmann, 2006: 42). A segunda improbabilidade consiste em aceder aos receptores. É relativa às contingências de tempo e espaço em que a comunicação é feita. Isto significa a manifestação da improbabilidade em comunicar junto de mais pessoas do que aquelas que estão presentes no mesmo espaço e tempo. Mesmo quando há reprodutores móveis que possam ampliar o número de interlocutores contactados, continua a verificar-se a improbabilidade, já que nesse caso, volta-se a deparar com a primeira das improbabilidades: a incompreensão sobre o que o outro quer comunicar.

 

Chorar

Sempre que choramos é por que acessamos o sentimento mais puro em nosso coração. Quando crianças, por sobrevivência ou por afeto. Quando adultos, quando ficamos muito tristes mas também na felicidade. A diferença é que vamos amadurecendo e usando mais o lado racional e o acesso fica mais difícil. Se chorássemos mais, sofreríamos menos.

O Farol

O farol. Ele está lá, apenas existe. Parado, em silêncio, centrado, quieto, imponente. Impossível passar desapercebido.

O farol é o símbolo do posicionamento. Sua missão é apenas ser uma referência para quem passa. Servir de marco para quem o vê: quanto estou perto ou longe, qual o ângulo. Qual meu tamanho versus o dele.

E por ele tudo passa. As pessoas, em carros, a pé, de barco. Talvez até de avião.

Acho que às vezes as pessoas também são vistas como um farol. Todos têm um posicionamento. Quando vemos algo e lembramos de alguém, aquela pessoa deixou seu posicionamento na gente, seja bom ou ruim. Assim como uma marca, um sabor, um cheiro, uma sensação, uma experiência.

Que farol somos para as pessoas ao nosso redor? Já que não passamos desapercebidos.

Farol de Santa Marta
Farol de Santa Marta, Jaguaruna, SC, Brasil. 18/02/2018.

O zangão

A sacada do meu apartamento é de vidro e tem duas partes. A de cima com janelas de correr e a de baixo com vidros fixos. Outro dia entrou um zangão pela janela da sacada enquanto eu limpava o apartamento.

Ele caiu no chão e após se debater contra os vidros da parte de baixo para tentar sair, o zangão estava exausto. Me afastei dali e ele descansou. Tentou novamente e, sem sucesso, voltou a descansar.

Enquanto ele estava ali parado, coloquei um pires com água e um pouco de açúcar perto dele para tentar dar um pouco de energia ao pobre animal. Vi que ele não se mexeu e pinguei umas gotas perto de onde ele estava. Nada.

Pela terceira vez ele investiu novamente contra as janelas e nada. Foi daí que venci o medo e tentei ajudar de outra forma. Lentamente coloquei a raquete “mata-moscas” desligada por baixo dele e esperei que ele subisse nela.

Ele subiu nela e pude empurrar ele para fora da janela. Foi daí que ele conseguiu ir embora.

Eu resolvi contar essa história por que acredito que na vida da gente isso também acontece. Às vezes entramos por um caminho errado, ficamos nos debatendo e, sem ver direito o todo,  ficamos tentando uma solução até perdermos as energias.

E quando algo que não conseguimos ver tenta nos dar alternativas para sair dessa situação, continuamos cegos até não conseguir mais resolver com as próprias forças. Mas eu acredito que há algo bem maior, algo que não podemos ver ou sentir que no momento de desespero, se merecemos, nos mostra a saída.

Acho que essa é uma grande conclusão de um pequeno momento. Acreditar que há uma saída. Estar aberto e aceitar ajuda quando for necessário, mesmo sem saber de onde ela vem. A vida é uma coisa muito poderosa e por mais ameaçador que seja o ser, ele sempre será ajudado.

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Foto extraída do Google Images

 

 

 

 

Robin Hood tupiniquim

A reportagem do Fantástico sobre o roubo descarado de celulares expõe uma realidade sórdida. Algumas pessoas menos favorecidas acham que têm o direito de roubar as pessoas que possuem uma condição melhor. Como se aquele que está melhor não se matou para conseguir alcançar aquela condição, ou seus antepassados, ou pais. Nada disso é novidade. Mas essa normalidade aliada a uma impunidade e falta de educação/cultura em larga escala explica a crise de segurança, que acaba por ser uma bola de neve. Boa para quem vive do mercado da insegurança. Péssima para a sociedade, que está sempre tensa e a mercê do próximo roubo.

Gestão do lar #02

A logística das roupas é um ciclo sem fim. Existe um processo: lava, seca, passa, usa, tulha, lava, seca, passa… E assim vai. Em paralelo existe o ciclo das roupas de cama, mais lento que tem que sincronizar com o das roupas. Pois só tem espaço no varal quando não tem roupas. E o pior: o ciclo dos panos de limpeza. Os panos são para limpar! Não deveriam precisar ser lavados. Colocar na máquina? Eca. Só se for bem depois das roupas e aí tem que lavar a máquina. Que coisa…

Gestão do lar #01

Para quem mora sozinho uma das coisas mais incômodas é a gestão do estoque dos perecíveis. Esses dias comprei uma alface crespa grande. Imediatamente, guardei na geladeira e ela murchou. No segundo dia não comi e coloquei num pote com água. Ela reviveu. Nos outros dois dias, ela começou a se desfazer. Hoje, salvei as poucas folhas que sobraram e foi para a conta. Mas pensa… Assim foi com o alcatra, que congelei, comi dois bifes e os outros três ficaram mais de uma semana na geladeira? O que aconteceu? As bactérias tomaram conta. Frios, idem. Comprar a menos? Aí falta. Hoje descobri que a geladeira estava no máximo. Queimando tudo de tão frio.