Eficiência x Eficácia

O exemplo do Uber de hoje me mostrou a diferença entre eficiência x eficácia.

O motorista muito gentil, veio de Cruze. Mas vi no mapa que levou muito mais tempo para chegar que o normal, dando voltas pelas ruas. Se não me fosse cobrado, já teria cancelado.

Mas começou a chover. E Uber em dia de chuva só não é mais raro que taxi. O GPS dele mostrava o caminho mais rápido e ele teimou, desviou da rota e pegou outro caminho por conta e risco.

Somando os 15 minutos para chegar à origem, mais os 15 minutos de atraso para chegar ao destino por conta da teimosia, foram os meus 30 minutos de atraso.

Fiquei na dúvida se pontuava com uma estrela ou quatro. Pois ele estava buscando dar o melhor. Mas o melhor, brigando com o algoritmo do GPS?

Ele foi eficiente, mas não eficaz. Esforçado com o resultado dele, mas não com o do cliente.

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Estoque de amor

Só quem estocou o amor por muito tempo sabe o quanto é difícil segurar quando alguém abre a porta da dispensa.

Cada vez que alguém abre essa porta, ele derrama pelo chão. E às vezes é difícil limpar a sujeira e colocar tudo de volta no lugar. Nunca fica como estava. E às vezes também sempre volta algo quebrado.

O importante é manter o estoque lá, sempre pronto para o dia que a pessoa certa abrir a porta. Cada experiência de vida vai ensinando a mudar a dose. Ao invés de derramar tudo de uma vez só, doar esse amor pouco a pouco ao longo da relação.

E o mais importante: ir trocando o teu amor pelo do outro até o dia em que seu estoque esteja com tanto amor do outro quanto do seu. A medida para um bom relacionamento é saber quanto você tem do seu amor e quanto tem do outro no seu no estoque.

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Caminhos

Que a vida é o caminho feito por nossas escolhas, ninguém discute.

Agora, nossas escolhas são feitas por necessidade ou por propósito?

Isso muda totalmente se estaremos escravos da vida ou se iremos fazer de nossa vida o que desejamos.

Amor adolescente

Uma menina perguntou a uma menino: Você me quer? E ele respondeu que não. Você acha que eu sou bonita? E ele respondeu que não. Eu estou em seu coração? E ele respondeu que não. Choraria por mim? E também respondeu que não.
A menina triste se virou para sair e ele agarrou seu braço e disse: Não te quero, te desejo. Não penso que você é bonita, você é linda. Não está em meu coração, você é meu coração. Não choraria por ti, morreria por você.

Geração A

Crianças nascidas a partir de 2010, deveriam ser classificadas como a “Geração A”. Em 2010 foi inventado o Ipad e os pais encontraram sua paz neste equipamento.

Porém, a intensidade de estímulos e o imediatismo, além do controle sem limites que o aparelho permite ao indivíduo, tornam essas crianças inquietas, ansiosas e com déficit de atenção e concentração.

Se uma criança passa gritando (nos supermercados, shoppings, parques etc) por ser contrariada ou por não ter aquilo que deseja no momento que deseja, com pais que não sabem educá-las, pode ter certeza: essas se enquadram nessa classificação.

Depois das Gerações X, Y e Z, devemos recomeçar a contagem do A. De Geração Ansiedade.

Mensagem: a responsabilidade é do emissor, sim.

Anos após estudar a Teoria da Comunicação e, muitas experiências (boas e ruins) de vida profissional e pessoal sobre o assunto, me foi colocada a questão: o entendimento da mensagem é responsabilidade de quem? Fui buscar na base e continuo cético de que a responsabilidade é, sim, do emissor. Não vou entrar aqui nos elementos teóricos de contexto, feedback etc.

Evoluímos tecnologicamente com o advento das tecnologias da informação e comunicação, como telefones, SMS, internet, e-mail, web, redes sociais, Apps, etc. e continuamos carentes de entender o básico. Assim, apesar da frase de que para “bom entendedor meia palavra basta”, se houve algum problema de entendimento no que foi dito, a responsabilidade do problema de comunicação começa sim, com a escolha das palavras usadas pelo emissor. Se o mesmo usou o código errado para formar sua mensagem, sim, a culpa é dele.

Somente após usar as palavras corretas é que podemos atribuir aos demais fatores, incluindo o canal, o contexto, ou mesmo a psiquê do receptor.

MARÍN, A. L.; GARCIA GALERA, C. e RUIZ SAN ROMÁN, J. A. (1999) – Sociología de la Comunicación. Madrid: Trotta.

Existem modelos lineares da comunicação e modelos circulares. Nos modelos lineares, a eficácia da comunicação é colocada toda sob a responsabilidade do emissor; nos modelos circulares, que contemplam o feedback, a eficácia da comunicação assenta na compreensão entre emissor e receptor, de que o emissor se deve assegurar (Marin et al., 1999: 75)

Luhmann, N., (2006) A improbabilidade da comunicação, Lisboa: Edições Vega

O problema da comunicação é decomposto por Luhmann em três improbabilidades. A primeira delas é a improbabilidade de “alguém compreenda o que o outro quer dizer” e é motivada pelo isolamento e a individualização da consciência de cada indivíduo, –  fruto da auto-referência do seu sistema psíquico – e depende do contexto (do meio) que por sua vez está circunstanciado pela memória de cada um (Luhmann, 2006: 42). A segunda improbabilidade consiste em aceder aos receptores. É relativa às contingências de tempo e espaço em que a comunicação é feita. Isto significa a manifestação da improbabilidade em comunicar junto de mais pessoas do que aquelas que estão presentes no mesmo espaço e tempo. Mesmo quando há reprodutores móveis que possam ampliar o número de interlocutores contactados, continua a verificar-se a improbabilidade, já que nesse caso, volta-se a deparar com a primeira das improbabilidades: a incompreensão sobre o que o outro quer comunicar.

 

Chorar

Sempre que choramos é por que acessamos o sentimento mais puro em nosso coração. Quando crianças, por sobrevivência ou por afeto. Quando adultos, quando ficamos muito tristes mas também na felicidade. A diferença é que vamos amadurecendo e usando mais o lado racional e o acesso fica mais difícil. Se chorássemos mais, sofreríamos menos.

O Farol

O farol. Ele está lá, apenas existe. Parado, em silêncio, centrado, quieto, imponente. Impossível passar desapercebido.

O farol é o símbolo do posicionamento. Sua missão é apenas ser uma referência para quem passa. Servir de marco para quem o vê: quanto estou perto ou longe, qual o ângulo. Qual meu tamanho versus o dele.

E por ele tudo passa. As pessoas, em carros, a pé, de barco. Talvez até de avião.

Acho que às vezes as pessoas também são vistas como um farol. Todos têm um posicionamento. Quando vemos algo e lembramos de alguém, aquela pessoa deixou seu posicionamento na gente, seja bom ou ruim. Assim como uma marca, um sabor, um cheiro, uma sensação, uma experiência.

Que farol somos para as pessoas ao nosso redor? Já que não passamos desapercebidos.

Farol de Santa Marta
Farol de Santa Marta, Jaguaruna, SC, Brasil. 18/02/2018.