Caminhos

Que a vida é o caminho feito por nossas escolhas, ninguém discute.

Agora, nossas escolhas são feitas por necessidade ou por propósito?

Isso muda totalmente se estaremos escravos da vida ou se iremos fazer de nossa vida o que desejamos.

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Amor adolescente

Uma menina perguntou a uma menino: Você me quer? E ele respondeu que não. Você acha que eu sou bonita? E ele respondeu que não. Eu estou em seu coração? E ele respondeu que não. Choraria por mim? E também respondeu que não.
A menina triste se virou para sair e ele agarrou seu braço e disse: Não te quero, te desejo. Não penso que você é bonita, você é linda. Não está em meu coração, você é meu coração. Não choraria por ti, morreria por você.

Geração A

Crianças nascidas a partir de 2010, deveriam ser classificadas como a “Geração A”. Em 2010 foi inventado o Ipad e os pais encontraram sua paz neste equipamento.

Porém, a intensidade de estímulos e o imediatismo, além do controle sem limites que o aparelho permite ao indivíduo, tornam essas crianças inquietas, ansiosas e com déficit de atenção e concentração.

Se uma criança passa gritando (nos supermercados, shoppings, parques etc) por ser contrariada ou por não ter aquilo que deseja no momento que deseja, com pais que não sabem educá-las, pode ter certeza: essas se enquadram nessa classificação.

Depois das Gerações X, Y e Z, devemos recomeçar a contagem do A. De Geração Ansiedade.

Mensagem: a responsabilidade é do emissor, sim.

Anos após estudar a Teoria da Comunicação e, muitas experiências (boas e ruins) de vida profissional e pessoal sobre o assunto, me foi colocada a questão: o entendimento da mensagem é responsabilidade de quem? Fui buscar na base e continuo cético de que a responsabilidade é, sim, do emissor. Não vou entrar aqui nos elementos teóricos de contexto, feedback etc.

Evoluímos tecnologicamente com o advento das tecnologias da informação e comunicação, como telefones, SMS, internet, e-mail, web, redes sociais, Apps, etc. e continuamos carentes de entender o básico. Assim, apesar da frase de que para “bom entendedor meia palavra basta”, se houve algum problema de entendimento no que foi dito, a responsabilidade do problema de comunicação começa sim, com a escolha das palavras usadas pelo emissor. Se o mesmo usou o código errado para formar sua mensagem, sim, a culpa é dele.

Somente após usar as palavras corretas é que podemos atribuir aos demais fatores, incluindo o canal, o contexto, ou mesmo a psiquê do receptor.

MARÍN, A. L.; GARCIA GALERA, C. e RUIZ SAN ROMÁN, J. A. (1999) – Sociología de la Comunicación. Madrid: Trotta.

Existem modelos lineares da comunicação e modelos circulares. Nos modelos lineares, a eficácia da comunicação é colocada toda sob a responsabilidade do emissor; nos modelos circulares, que contemplam o feedback, a eficácia da comunicação assenta na compreensão entre emissor e receptor, de que o emissor se deve assegurar (Marin et al., 1999: 75)

Luhmann, N., (2006) A improbabilidade da comunicação, Lisboa: Edições Vega

O problema da comunicação é decomposto por Luhmann em três improbabilidades. A primeira delas é a improbabilidade de “alguém compreenda o que o outro quer dizer” e é motivada pelo isolamento e a individualização da consciência de cada indivíduo, –  fruto da auto-referência do seu sistema psíquico – e depende do contexto (do meio) que por sua vez está circunstanciado pela memória de cada um (Luhmann, 2006: 42). A segunda improbabilidade consiste em aceder aos receptores. É relativa às contingências de tempo e espaço em que a comunicação é feita. Isto significa a manifestação da improbabilidade em comunicar junto de mais pessoas do que aquelas que estão presentes no mesmo espaço e tempo. Mesmo quando há reprodutores móveis que possam ampliar o número de interlocutores contactados, continua a verificar-se a improbabilidade, já que nesse caso, volta-se a deparar com a primeira das improbabilidades: a incompreensão sobre o que o outro quer comunicar.